registros de estelionato em 2025
Brasil. Inclui modalidades tradicionais e digitais; não é uma contagem de vítimas únicas.
FBSP · Anuário 2026 ↗Conheça as fraudes mais comuns e aprenda a se proteger. Aprenda a reconhecer sinais de alerta antes de agir.

O contexto do cuidado
Brasil. Inclui modalidades tradicionais e digitais; não é uma contagem de vítimas únicas.
FBSP · Anuário 2026 ↗Comparação entre 2018 e 2025 na série de estelionato do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
FBSP · Anuário 2026 ↗1º semestre de 2026 versus 2025, na base da Serasa Experian. Refere-se à entrada de clientes e validação de identidade; exclui transações posteriores.
Serasa Experian · agosto de 2026 ↗Indicadores com recortes diferentes: não devem ser somados. Fontes conferidas em 6 de setembro de 2026.
Produtos inexistentes ou nunca entregues
O fraudador cria anúncios falsos de produtos com preços atrativos (geralmente abaixo do mercado) em plataformas de comércio eletrônico, redes sociais ou sites clonados de lojas conhecidas. Após receber o pagamento, desaparece sem entregar o produto. Variações incluem o envio de produtos falsificados, itens completamente diferentes dos anunciados ou caixas vazias. O golpista geralmente cria urgência com 'últimas unidades' ou 'promoção por tempo limitado'.
Clonagem e vazamento de dados bancários
Este golpe envolve a obtenção e uso fraudulento dos dados do cartão de crédito ou débito da vítima. Pode ocorrer através de clonagem física (em estabelecimentos ou caixas eletrônicos adulterados), vazamento de dados de sites de compras ou instalação de malware que captura credenciais bancárias. Os criminosos usam os dados para fazer compras online, criar carteiras digitais ou realizar saques não autorizados.
Transferências fraudulentas e estornos falsos
Com a popularização do Pix, os fraudadores adaptaram antigos golpes para o sistema de pagamento instantâneo. As estratégias incluem: pedidos falsos de transferência por golpistas se passando por conhecidos, vendedores ou instituições; golpe do Pix 'errado' (golpista envia um Pix, pede devolução e depois solicita estorno ao banco); falsas taxas ou cobranças urgentes; e esquemas de falsos investimentos recebidos via Pix.
Clonagem e Pedido de Dinheiro
Os golpistas 'clonam' o WhatsApp da vítima ou se passam por ela para enganar amigos e familiares. Em geral, o criminoso obtém acesso à conta do WhatsApp da pessoa (convencendo-a a fornecer o código de verificação) e então solicita transferências urgentes de dinheiro aos contatos. Frequentemente, fingem ser um parente com número temporário, alegando emergência (celular quebrado ou conta vencida) e solicitando um Pix imediato.
Adulteração de valores e troca de dispositivos
O golpista manipula máquinas de cartão para cobrar valores diferentes do combinado, troca a maquininha por outra configurada para valores maiores ou apresenta um visor quebrado para que a vítima não confira o valor digitado. É muito comum em entregas por delivery e vendas ambulantes, onde a pressa e a distração facilitam a fraude. Variações incluem o golpe da maquininha com erro, que força múltiplas passagens do cartão.
Acesso remoto não autorizado ao celular
O criminoso entra em contato se passando por banco ou empresa de tecnologia, alegando que a conta da vítima foi invadida ou que há uma atualização de segurança urgente. Convence a vítima a instalar um aplicativo de acesso remoto (como AnyDesk ou TeamViewer). Com o acesso, o golpista navega pelo celular em tempo real, acessa aplicativos bancários, faz transferências e contrata empréstimos — tudo enquanto a vítima assiste a tela se mover 'sozinha'.
Promessas de retornos extraordinários
Golpistas oferecem oportunidades de investimento com retornos extraordinários, muito acima do mercado, geralmente disfarçadas como investimentos exclusivos ou inovadores. Utilizam marketing sofisticado, sites falsos e perfis bem elaborados para criar a ilusão de credibilidade. As vítimas são incentivadas a fazer aportes iniciais pequenos (que recebem retornos para criar confiança) e depois investimentos maiores, que nunca são recuperados.
E-mails, SMS e sites falsos
Phishing é a fraude em que criminosos enganam a vítima para que ela própria revele dados sensíveis (senhas, CPF, números de cartão) ou execute ações que comprometam seu dispositivo. Os meios variam: e-mails/SMS falsos de banco ou empresa com links maliciosos, ligações de falsos atendentes pedindo códigos de verificação, ou golpes como o do falso emprego que coleta dados pessoais e de documentos.
Account Takeover (ATO)
Nessa fraude, criminosos obtêm acesso não autorizado a contas da vítima – bancárias, e-mail, redes sociais ou login em sites de e-commerce – explorando isso para ganho financeiro. Os métodos incluem uso de senhas vazadas em incidentes de dados, phishing, ou engenharia social para obter códigos de acesso. O golpista pode fazer compras, transferências, vender produtos inexistentes ou roubar informações pessoais.
Comprovantes fraudulentos e o "envelope vazio"
Também conhecido como 'golpe do envelope vazio', consiste em enganar com comprovantes fraudulentos. Nas plataformas de compra/venda, o fraudador envia um comprovante falso (editado digitalmente) de depósito, transferência ou Pix, alegando ter pago pelo produto. Na outra versão, o golpista se passa por vendedor e envia um boleto falso ou adulterado para que a vítima pague, desviando o dinheiro para contas de terceiros.
Taxas antecipadas e crédito inexistente
Golpistas oferecem empréstimos com condições atrativas, especialmente para pessoas com nome sujo ou restrições de crédito. Após a 'aprovação', solicitam pagamentos antecipados para supostas taxas de liberação, seguros, primeira parcela ou garantias. Depois de receber esses valores, desaparecem sem nunca liberar o empréstimo. Também há variações em que pedem dados pessoais e documentos, usados posteriormente para fraudes de identidade.
Acesso remoto a dispositivos e contas
O golpista entra em contato se passando por suporte técnico de uma empresa conhecida (Microsoft, Google, Apple, bancos) alegando problemas de segurança ou irregularidades na conta da vítima. Para 'resolver' o problema, solicita acesso remoto ao dispositivo através de programas legítimos (AnyDesk, TeamViewer), e então rouba senhas, instala malware ou realiza transações financeiras enquanto distrai a vítima com falsos procedimentos técnicos.
Extorsão por simulação de sequestro
Neste golpe, fraudadores ligam aleatoriamente para vítimas fingindo ter sequestrado um familiar. Ao ouvir a voz assustada da vítima chamando 'filho' ou 'mãe', o golpista imediatamente assume essa identidade e finge estar sob ameaça. Usando gritos e sons de fundo, cria urgência para um pagamento imediato de 'resgate', geralmente via Pix, antes que a vítima consiga verificar que seu familiar está bem. Versões modernas incluem uso de WhatsApp e até deepfakes de voz.
Falsa Central de Atendimento e Coleta de Cartão
A vítima recebe uma ligação de alguém que se identifica como funcionário do banco ou operadora de cartão, informando sobre um problema grave: suspeita de fraude ou compras não reconhecidas. O falso atendente orienta a entregar o cartão para cancelamento através de um mensageiro/motoboy que irá até sua casa. Frequentemente pedem para cortar o cartão ao meio (sem danificar o chip) e entregá-lo em um envelope ao 'funcionário'.
Clonagem de voz e vídeo com inteligência artificial
Com o avanço da inteligência artificial, golpistas usam deepfakes de áudio e vídeo para se passar por familiares, executivos ou figuras públicas. A clonagem de voz permite criar mensagens de áudio falsas convincentes a partir de poucos segundos de gravação obtidos em redes sociais. Vídeos falsos são usados para promover investimentos fraudulentos ou extorquir vítimas. Essa modalidade cresce rapidamente e torna cada vez mais difícil distinguir o real do fabricado.
Trabalho online falso com investimento obrigatório
A vítima é recrutada por Telegram ou WhatsApp para realizar 'tarefas simples' na internet — como curtir vídeos, avaliar produtos ou seguir perfis. Nas primeiras tarefas, recebe pequenos pagamentos reais (R$ 5 a R$ 50) para criar confiança. Depois, é convidada a 'investir' valores crescentes para desbloquear tarefas mais lucrativas. Quando deposita quantias maiores, o dinheiro desaparece junto com o contato do recrutador.
Crédito não solicitado com cobrança de devolução
A vítima recebe inesperadamente um depósito em sua conta bancária referente a um empréstimo que nunca solicitou. Em seguida, é contatada por alguém se passando pelo banco ou financeira, pressionando-a a 'devolver' o valor para uma conta indicada. Na realidade, o empréstimo foi contratado por golpistas usando dados pessoais da vítima, e a 'devolução' vai para contas de laranjas. A vítima fica com a dívida do empréstimo e sem o dinheiro devolvido.
Sites falsos de saque e consulta de benefícios
Golpistas criam sites e mensagens falsas simulando portais do governo (gov.br, Caixa, INSS) para roubar dados pessoais e realizar saques indevidos de FGTS, PIS, seguro-desemprego e outros benefícios. As vítimas recebem SMS ou mensagens no WhatsApp informando sobre liberação de valores, com links para páginas que imitam sites oficiais. Ao fornecer CPF, senha e dados bancários, têm seus benefícios desviados para contas de terceiros.
Códigos adulterados que desviam pagamentos
O golpista sobrepõe QR Codes falsos sobre códigos legítimos em estabelecimentos, estacionamentos, restaurantes, totens de pagamento e até boletos. Ao escanear o código adulterado, o pagamento é direcionado para a conta do criminoso em vez do estabelecimento real. Variações incluem QR Codes enviados por e-mail ou WhatsApp se passando por cobranças legítimas, e códigos colados sobre anúncios publicitários que levam a sites de phishing.
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